• J. Robson J.

O Dragão Vermelho e o Príncipe das Águas



Em épocas distantes, ou talvez apenas imaginárias. Em locais não conhecidos e diferentes de tudo o que se vê nos dias de hoje. Seria um mundo fictício, dentro de um conto fantástico? Ou, talvez, apenas um planeta em outra dimensão? Se fosse isso, seria um estranho planeta onde os mares imperam. Não há planícies, não há montanhas, vegetação ou Terra firme. Apenas mares infindos.


Mas, diz uma antiga lenda, que em algum local desconhecido, existe terra firme, um paraíso onde tudo floresce, e é o que um certo Príncipe guerreiro busca.


Nessa estranha época ou distante planeta, existe um oceano único que toma conta de tudo e onde habitam monstros marinhos terríveis, inimagináveis. Cobras marinhas gigantes, tubarões monstruosos, baleias agressivas com mais de cem metros de comprimento, polvos com mil tentáculos e peixes gigantes com mil dentes e o mais terrível de todos, o grande dragão vermelho que a todos assusta, ser gigante com capacidade de voar e, também, viver no fundo do oceano.


O ser, cuspidor de fogo, tem asas com envergadura de dezenas de metros e aterroriza os céus e domina o fundo do oceano, nas fossas abissais, onde reina soberano sobre todos os monstros. Todos o temem, o respeitam e o veneram e ele se autodenomina o Rei das águas, o Rei do Oceano.


Às vezes o poderoso Rei some, ninguém o vê e ninguém o ouve, mas, quando aparece, é hora de sair para caçar, está faminto e, nesse momento, até as grandes baleias e os temíveis tubarões se escondem.


E é nesse mundo insano e oceano desconhecido que o Príncipe navega. Nada há que nunca tenha visto. Os grandes furacões em alto mar, as grandes tempestades com chuvas torrenciais, raios enlouquecidos e ventos alucinantes que levantam ondas fantasiosas de cinquenta metros, mas não importa. Nada o assusta, nada o apavora.


Não teme as águas violentas e nem os monstros marítimos que, por sua vez, o temem. Não teme os seres do céu e nem do mar. Não teme os violentos e maldosos piratas e, nem mesmo, o Rei das Águas, o poderoso Dragão vermelho. Aliás, é o que ele quer encontrar e matar, para acabar de vez com seus terríveis ataques.


Seu barco de guerra singra os mares, ele mata monstros e se alimenta com eles. Mata os temíveis piratas, vence as grandes ondas e atravessa as grandes tempestades. Marinheiro experiente, esperto, é o melhor, assim como seu barco de guerra, nenhum o supera.


Os piratas fogem à simples vista de sua máquina de guerra.


Os dias passam e o Príncipe segue caçando e matando os piratas e continua na busca de seus dois grandes objetivos. O Dragão vermelho e a terra prometida.


O Príncipe das águas alcança uma esquadra pirata e trava uma sangrenta batalha.


Lá no alto, ao longe, o Dragão Vermelho percebe a batalha, recolhe as asas e mergulha em altíssima velocidade para o centro do conflito. Não sabe ele que lá está o Príncipe das águas. Seu algoz. O Dragão sabe que o Príncipe há muito tempo o procura, há muito tempo deseja acabar com ele. E, sem saber, mergulha para a morte.


No meio da batalha, o barco guerreiro vai eliminando um a um os piratas e falta o último, mas o Príncipe vê a chegada do Dragão e abre um sorriso. É hora do conflito final.


O Dragão Vermelho cospe fogo e o último barco pirata é engolido em enormes labaredas e queima por inteiro.


O Príncipe aponta e dispara suas armas mortais. Sua pontaria e velocidade são impressionantes. O grande monstro do céu é atingido dezenas de vezes e desaba caindo ao mar e tubarões e baleias aproveitam o momento para realizar sua tão desejada vingança e atacam o, até então, rei dos mares. A cada mordida, nacos gigantescos de carne são arrancados do poderoso Dragão. E não é mais só tubarões e baleias, agora polvos de mil tentáculos e peixes de mil dentes também atacam o grande Dragão e o Príncipe das águas continua atirando.


Desesperado e muito ferido, o Dragão, em um último esforço, levanta voo, mas está fraco e voa devagar e o Príncipe vai atrás dele. São dias, semanas de perseguição e o Dragão voa para a terra firme, o paraíso onde tudo floresce, a antiga lenda é verdadeira.


Lá, o poderoso Dragão encontra seu descanso eterno e o Príncipe, agora Rei das águas, finalmente encontra a terra firme nas páginas da Nauticupom.

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