• J. Robson J.

O Escritor



Aos olhos do Escritor tudo é realidade e tudo é ficção. Essas duas palavras se confundem, se misturam e torna-se difícil, nas letras do escritor, definir qual é uma e qual é a outra.


O escritor é livre e deixa sua imaginação voar solta, não há limites, não há fronteiras, não há regras. Ele apenas imagina e transforma a imaginação em histórias que nos fascinam e nos divertem de uma maneira sutil, uma história que nos envolve e nos prende como se fosse uma enorme teia de aranha e quando você percebe já está dentro dela, já é um dos personagens e vive intensamente aquilo que lê.


Ao escritor é permitido tornar verdadeiro o que não é, tornar real o que é fantasia, tornar possível o que não existe, viajar para todos os lugares e ao mesmo tempo.


Ao escritor é permitido viajar ao passado, conhecer o futuro e mudar o presente.


Ao escritor é permitido fazer voar o que não voa, criar coisas invisíveis, ver o que não se vê, fazer sonhos se tornarem realidade, criar um mundo divertido e utópico que embala os sonhos das crianças.

Ao escritor é permitido criar amores perfeitos, vidas perfeitas, mistérios insondáveis e crimes insolúveis. É permitido criar grandes e fiéis amizades, criar amores tórridos e viajar pelo mundo da sensualidade.

O escritor cria o detetive perfeito para os crimes perfeitos, cria vilões e heróis, cria mundos de fantasia e mundos de sonho. Cria mundos paralelos, viaja para outros planetas e dimensões, briga e confraterniza com alienígenas. Cria Deuses e seres fantásticos.

O escritor cria guerras, exércitos, grandes soldados, grandes generais, covardes desprezíveis, traidores e doces donzelas. Cria tramas inteligentes, novelas de amor e histórias para rir. Cria dúvidas, certezas e muitos “talvez”. Conquista legiões de críticos e arrasta legiões de fãs, é amado e odiado ao mesmo tempo.

O escritor pode criar espiões, guerras frias, conspirações internacionais e mistérios nunca antes imaginados.

O escritor viaja em seu próprio mundo, pode tornar real a irrealidade boa da vida e vive tornando irreal a realidade amarga e incômoda.


O escritor, homem das letras, solitário sonhador imerso em suas criações e senhor de seus personagens e histórias. Sim, um solitário e como bem disse o fantástico escritor Franz Kafka:


“Escrever significa abrir-se em demasia. Por isso, não há nunca suficiente solidão ao redor de quem escreve; jamais o silêncio em torno de quem escreve será excessivo e a própria noite não tem bastante duração.”


O escritor, talvez, um incompreendido por essência é, antes de mais nada, um lutador, um guerreiro que desbrava um mundo selvagem para poder brilhar mas, citando mais um gigante da escrita:


“O talento é algo maravilhoso, mas não é capaz de carregar quem desiste”

Stephen King


Por isso, não desisto e lembrando do grande poeta e romancista Charles Bukowski:


“Escrever é uma brincadeira bem engraçada. As rejeições ajudam porque fazem você escrever melhor e as aceitações ajudam porque fazem você continuar escrevendo”

Charles Bukowski, em seu livro – Escrever para não enlouquecer.


Por isso gosto de ser escritor. É fascinante, é instigante, é prazeroso.


Crio meu mundo, minha fantasia e minha história. Levo alegrias e tristezas, entrego emoções, provoco medos e risadas. Divirto, assusto, talvez até instrua.Brinco com as letras, interajo com meus personagens, os incorporo e me entrego ao que escrevo em um êxtase difícil de explicar. Isso é ser escritor. Realizo sonhos e provoco a imaginação de meus leitores.


Por isso gosto de ser escritor... faço o que gosto e escrevo meu nome na história.

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